Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007

Não posso deixar terminar 2007...

... sem agradecer certas coisas:

 

Agradeço a Deus, pelo ano que tive. Hoje, ao fazer um balanço, verifico que apesar de aos olhos de alguns ter sido o meu pior ano, acabo por hoje admitir que foi o meu melhor ano:

 - Cresci e melhorei como homem, como pessoa e como servo de Deus

 - Livrei-me de um emprego miserável e que só me levaria à ruina

 - Fortaleci o meu casamento

 - Recuperei a minha família

 - Recuperei grandes e maravilhosos amigos (e livrei-me de muitos falsos amigos...)

 - Escapei da morte física e espiritual

 - Iniciei o meu próprio negócio

 - Consegui resolver grandes situações na minha vida, algumas até embaraçosas

 - Recuperei a alegria de amar a Deus e de o servir

 - Recuperei a minha original maneira de estar na vida, sem ter limites, regras nem penalizações

 - Iniciei novos e ambiciosos projectos

 - Recuperei a minha auto-estima

 

Agradeço à minha mulher toda a paciência, carinho e amor que me tem demonstrado, desde o princípio.

 

Agradeço aos que se mostraram, verdadeiramente, meus amigos e que me ajudaram, dando-me a mão no momento mais complicado.

 

Agradeço o amor e compreensão de queridos amigos como João e Donzília Carvalho, Libertário e Helena Costa, Augusto e Elsa Sousa, José António e Filomena Santos, Carlos e Paula de Jesus, M.ª Emília Almeida, Joaquim e Conceição Costa e outros que me poderei esquecer agora, mas que sabem que fazem parte desta lista.

 

Agradeço a todos quantos me quiseram mal. Agradeço-vos de todo o meu coração, que me tenham prejudicado e me tenham tentado aniquilar. Pois deram-me força para continuar, vontade de seguir em frente e ser melhor.

 

Agradeço a quem me cortou constantemente no salário, quem me alterou constantemente as funções, categoria e posição profissional, pois levou à minha saída e total libertação.

 

Agradeço as ameaças, as cartas e até a tentativa frustada de me prejudicar. Foi o que me fez brilhar, levantar, erguer e ainda vencer.

Agradeço a quem me deixou de falar. Até porque já nem vos suportava. Nem imagino o que seria ter de falar com pessoas que vivem na ilusão que são únicos e que só eles têm a razão...

 

Agradeço aos meus poucos, mas especiais amigos que tenho ignorado (mas a quem prometo compensar em 2008), mas de quem sinto falta e continuo a apreciar bastante (Z...ella e respectivo gajo, S_4_K e respectiva, João Pedro Rodrigues, Pedro Alves e respectiva, JFS e Mónica).

 

Agradeço ao meu caro amigo Ricardo Montenegro, nunca se ter esquecido de mim. Apesar da distância e de tudo o resto, tem sempre um abraço para me deixar. Aqui fica o abraço público, pois mereces.

 

Agradeço a quem lê este blog. Nunca imaginei que fosse possível em 9 meses ter tantas entradas, com tanto tempo médio de visita. Espero continuar a escrever, indo ao encontro do vosso agrado (não só o que escrevo, mas principalmente como escrevo).

 

Por isso, 2007 foi bom. Agora 2008, será certamente o melhor ano da minha vida, até agora!

 

E o melhor é que isso está nas minhas mãos! E eu vou lutar, para que assim seja! E certamente será!

 

 

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publicado por Jv às 03:06
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Quarta-feira, 21 de Março de 2007

Obrigado


Enterro, bem fundo na areia, os meus pés. Sinto essa frescura, sinto esse sabor, esse aroma que tantas recordações me trás e que me faz sentir só...


A água toca-me nas pernas, rompendo por entre rochas e obstáculos, chocando contra os meus tornozelos e refrescando sensações. Humm, como é bom sentir um sol de fim de dia a queimar-me a cara, sem vento, com a água morna a beijar-me os pés... só faltas tu para eu ter em quem me agarrar... ou até mesmo abraçar. Desvio bruscamente os pensamentos! As preocupações assolam-me, a todo o momento, a todo o segundo...


Não penso mais nisso. Simplesmente tento aproveitar a maravilhosa natureza que estou a desfrutar... sózinho. Meto as mãos nos bolsos. Agora sim, estava tudo perfeito. Sol, mar, areia, calma, tempo, mãos nos bolsos, Paz, sentimentos a chegarem à tona... estava tudo... quase perfeito. Faltas tu! Preferiste afastar-te, preferiste calar a voz do teu coração... preferiste fazer-me sofrer.


Tento não pensar mais em ti. Mas é impossivel! Eu vejo-te em tudo para onde olho! ainda oiço a tua voz rouca e sensual... ainda sinto o teu corpo encostado ao meu... ainda sinto as tuas mãos a afagarem-me o cabelo... ainda sinto o gosto dos teus beijos... o som do teu riso... ainda vejo o teu olhar profundo... o teu perfume, paira no ar! Tudo isso, vejo no mar. Sinto-te no mar. E como eu amo o mar, não te consigo esquecer. Não posso deixar-te... e ao mar também.


Mudo de pensamentos bruscamente, outra vez. Olho para o mar... para o horizonte... repentinamente oiço passos, volto-me e... não vejo ninguém! Mas as pegadas estão lá! Na areia! E estão a formar-se na minha direcção... Serás tu? Será que o teu pensamento está comigo também? Serás Tu? Que nunca me abandonas e sempre me ajudas? Não sei. A minha alma não me responde... Canta desenfreadamente, apenas, algo que ecoa nos meus ouvidos e que só eu oiço... ou não?...


Repentinamente o céu escurece, fica carregado, negro, feio, o mar torna-se inquieto, revolto, irritado, e começando a formar uma onda tremendamente gigante, se afasta de mim, enfurecido, aumentando a sua ira, naquela onda, capaz de me destruir... enraivecido avança na minha direcção... galgando rochas, pedras, obstáculos... toda a natureza pára, a minha alma pára de cantar, para ver o que iria acontecer... Chega o momento final, o barulho ensurdecedor da onda na minha direcção... onda mortífera, prestes a atingir-me e a destruir-me... e eu, impávido e sereno... já conformado com o que me iria acontecer... com as mãos nos bolsos... observo que a onda choca contra uma redoma, como que de vidro... invisível, que estava à minha volta. Foi grande o estrondo... como reacção, apenas fechei os olhos e quando os abri, verifiquei que o sol brilhava outra vez, como nunca, o mar... esse estava calmo, sereno... a natureza... continuou o seu curso normal... a minha alma... continuou a cantar, mas com nova entoação... Mas o mar... esse chegando-se devagarinho, voltou a beijar-me os tornozelos, talvez pedindo perdão...


Olhei em redor e ao meu lado lá estavam as pegadas que o mar não podia apagar, nem destruir.

Finalmente, uma lágrima escorreu-me pela minha cara, queimando-me na pele, imediatamente limpa por uma brisa que a secou...

"... Um sorriso no momento certo, é um coração tocado!..."


Hoje estou: LOLLL!
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publicado por Jv às 09:02
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