Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

O Valor da amizade #2...

Depois de ler um comentário escrito por uma das pessoas, que mais aprecio enquanto amiga, tive que voltar aqui para escrever.

O que ela escreveu é muito verdade. Z...ella, como sempre estiveste muito bem. Mesmo sabendo que o que escreveste foi como álcool, numa ferida que ainda me doi. Mesmo sabendo que me dói, porque também sei a quem falho.

As pessoas mudam, a vida muda... existem convergências e divergências. E é aí que se começa uma grande amizade. Não é por ter os mesmos gostos, nem é por ter as mesmas opiniões. Eu próprio tive uma amizade muito especial, alguns anos atrás, principalmente porque eramos o oposto um do outro. Partilhávamos o gosto pela escrita, mas até aí o estilo era completamente diferente. Mas era isso que nos aproximava. Grandes conversas, grandes discussões, pontos de vista, perspectivas e ajudou-me, muito, a abrir os meus horizontes, dentro dos meus 19 anos de idade, na altura...

Dentro de uma amizade, tem de haver 'brigas', desavenças, momentos mais críticos, pois no momento de esclarecer, geralmente ficou mais território conquistado em cada coração. Um dos amigos de quem tenho mais saudades, era com quem eu tinha as maiores discussões e zangas (João Pedro Rodrigues, caro amigo querido).

Mas o que me motiva a escrever isto não é nada disto. É o de divergirmos. Mal de mim se eu me afastasse dos que conheço e que são de cor política diferente da minha, ou de cor clubística diferente, ou de ideiais religiosos diferentes... até de ideiais da vida diferentes... desta forma entrava num silêncio absurdo e egocêntrico e isolava-me do mundo.

Mas algumas pessoas, que eu pensava conhecer, que eu consideraria inteligentes e com princípios e até, têm ultimamente agido de uma forma que me espanta... quais samaritanos com a mensagem errada, quase que tratam os diferentes com xenofobia...

Acredito, da mesma forma que muitos outros, que numa verdadeira amizade, apesar de mudarmos de país, de clube de futebol, de opiniões, de ideais, de crenças e ou de denominações, a amizade mantém-se e até se reforça e renova.

De facto, uma amizade verdadeira é como uma árvore (analogia tão correcta e tão verdadeira, Z...ella) ou uma planta... alimentadas, regadas, acarinhadas e acompanhadas, tornam-se numa verdade incomparável, inefável e insubmergível.

O que senti, foi como um incêndio que queimou essas plantas/ árvores e que se extinguiram... e não choro por elas, pois estas sendo arrancadas (por si próprias), estão já a ser renovadas por novas, acabadinhas de nascer.

Vou também adubar as que já tenho, pois podem ser poucas, mas são muito boas.

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publicado por Jv às 00:04
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Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

O valor da amizade...

... mas afinal, qual é o verdadeiro valor da amizade?

Desde quando um teclado poderá aproximar, ou valorizar uma amizade?

Hoje decidi gastar um pouco de tempo a escrever sobre isto, de forma a que nos faça pensar, reflectir e até a ponderar palavras, acções e atitudes!

Desde quando uma opção, poderá terminar com uma amizade? É sinónimo de que nunca o foi.

Desde quando uma mudança, uma desigualdade, poderá terminar com uma amizade verdadeira?

Amigos, eu pessoalmente, tenho poucos. E recentemente, ainda com menos fiquei. Tudo porque à minha volta estavam pessoas que eu cheguei a pensar que seria minhas amigas, mas no fundo não o eram. E a melhor prova é que me esqueceram, fingem que não me conhecem e de preferência até evitam falar comigo, com medo de represálias, ou de contaminação. Porquê? Porque eu ousei mudar. Porque eu tive a coragem de seguir a verdade e a minha consciência. Porque achei que era tempo de parar de me enganar e de fingir que estava tudo bem.

E o que fazem? Mantendo a mentira, o esquema e o medo (medo? Meu Deus! Medo do quê???), ignoram-nos, deixam de nos falar e até eliminam-nos do Hi5 ou do Messenger... mas a nossa passagem pela vida deles, nunca poderão eliminar.

Amigos tenho poucos. Sempre tive poucos. São pessoas que me tratam por um nome diferente, de forma diferente e com algo diferente.

Tenho amigos que posso estar 1 ano sem os ver, mas quando nos abraçamos, o sentimento é reavivado, o poder da união é fortalecido e aquele laço - a amizade - torna-se cada vez mais inquebrável. É uma lista quase impenetrável e muito selecta. Já saíram mais pessoas de lá, do que as que entraram,  numa vida inteira de 28 anos (até agora).

Conhecidos, tenho às centenas. Uns melhores que outros, mas é uma lista muito orgânica e muito móvel, que está sempre em actualização.

Escrevo isto, pois sei que vão ler. E vai doer nos seus corações (isto se o medo de represálias, não os abafar antes...), mas é a verdade... a verdade que liberta!

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publicado por Jv às 16:23
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Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Sentimentos - Cap. I

Chovia muito... de tal maneira que por vezes não conseguia ver as árvores bradando clemência ao seu Criador pela chuva. O vento fustigava-as ainda mais. Sinto uma lágrima a correr pela minha cara... talvez um desejo... saudade... algo que começava a consumir a minha pobre, dolorida e penosa alma. Encosto-me à parede. Preciso de... apoio... um apoio... algo que não me deixe cair num Mar de tristeza que se começava a formar ao meu redor... tudo... todos... ninguém.

Olho as horas. Prontifico o meu cérebro a preparar-se para ordenar movimentos, talvez mesmo um pouco de acção, de modo a tentar sair da tristeza que me invade o coração...

Visto-me. Preparo-me para sair do meu mundo e entrar no mundo daqueles que me rodeiam, daqueles que parecendo normais, tentam ajudar, mas que só me empurram mais para as tristezas, e para as lembranças.

Sento-me no meu café favorito. Apolo. Sento-me igualmente na minha mesa do café favorita. Olho as horas... os meus companheiros devem de estar quase a chegar, penso, enquanto engulo um pouco do meu café. Pontualmente lá estavam.

Tema da conversa do dia: o passado. Não estava totalmente à vontade para falar nesse assunto. Tentava abordar o assunto, mas de uma forma mais simples, e de modo a não lembrar certas coisas... coisas essas que começavam a aparecer na minha mente...

A batalha era gigantesca! O esforço para não pensar nesses assuntos era tão grande que praticamente deixei de me relacionar na conversa do dia. Os meus companheiros, estavam de tal modo surpreendidos que a dada altura foram-se calando, um a um, e sustiveram o seu olhar crítico e penetrante contra mim. Estava a sentir-me perfurado..., observado, mas já não tinha forças para me resignar contra eles... desisti. Enfurecido balbuciei algumas atrocidades para eles de modo a fingir que estava normal. Mas não estava. A memória tinha sido invadida...

... Verão. Felicidade. Amor. Carinhos, beijos, saudade, praia, Sol, riso... eram estas as lembranças que me feriam o coração.

Finalmente Verão! Finalmente chegaram, altissonantes, as férias! Estava desejoso, pois ia para uma das minhas ilhas favoritas: Madeira.

Após uma viagem descansada, mas cansativa pela burocracia e pela espera, chego ao Aeroporto de Santa Catarina. Já é tarde. Depois de recolher as minhas malas, verifico se tenho alguém à minha espera. Tinha! Abílio, velho amigo, que quase não me reconhecia. É gratificante verificar que o tempo em algumas pessoas não tem efeito nem deixa marcas. O Abílio, é uma dessas pessoas.

Em amena cavaqueira vamos suavemente para o Funchal, mais precisamente para a Rua 31 de Janeiro, zona dos apartamentos das embaixadas. Eu iria ficar no apartamento da embaixada Brasileira. Um apartamento enorme: 2 salas, 6 quartos, 2 escritórios, 2 cozinhas, 2 casas – de – banho, e muitas varandas com vista para o mar, para a rua, para a praça, para o monte que volumoso se ergue na frente dos meus olhos.

Assim que entro pouso as malas e, ao mesmo tempo, convido Abílio a entrar e beber qualquer coisa.

“Não, deixa estar. Agora precisas é de te  instalar e de descansar um pouco. Mais logo venho buscar-te para irmos jantar e dar umas voltas na baixa.”

“Está bem. A que horas passas aí?”

“Por volta das oito está bem para ti?”

“Está óptimo.”

“Porreiro, então estamos combinados. Até logo.”

“Tchau. Até logo."

Depois de fechar a porta encostei-me à parede. Estava mesmo cansado. Nos últimos meses tinha-me esfalfado a trabalhar. Como enviado especial mal tinha tempo para respirar, muito menos em Timor. De qualquer modo, agora o mais importante era descansar muito, descontrair e divertir-me ainda mais. Mas primeiro que tudo tinha de arrumar as malas para então poder tomar um longo e saboroso banho de imersão.

Às oito horas em ponto Abílio tocou. Desci imediatamente.

“Então, onde vamos?”

“É surpresa!”

“Surpresa? Não me digas que me vais levar à Camacha?”

“Não, vamos a um restaurante novo que abriu ali no cais.”

“Não acredito. Não me digas que me vais levar àqueles barcos caríssimos? Aviso-te que não fico a lavar a loiça.”

“Qual quê! Este é muito em conta e vais ver que vais gostar. Agora a propósito, convidei uns amigos para lá irem ter connosco. Espero que não te importes.”

“Claro que não, desde que não sejam cheios de mania!”

“Nada disso. É tudo malta porreira.”

Mais uns minutos e acabámos por lá chegar. Realmente agora acreditava que Abílio tivesse razão. Aquele barco, ao contrário dos outros, tinha um ar bastante modesto e acolhedor. Uma pessoa sentia-se em casa assim que entrava. A decoração era simples mas de bom gosto, quase que fazia lembrar uma tasquinha. Via-se que era administrado por uma família ou por um grupo de amigos. A toda a volta, descorando as paredes, havia retratos recentes e antigos, juntamente com muitas relíquias relacionadas com o mar. As cadeiras e as mesas eram de madeira e o seu design era muito antiquado. Estas estavam cobertas com umas toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos e, aquelas tinham umas almofadinhas a condizer. Em cima de cada mesa estava uma vela, um pires de barro com azeitonas e outro com queijo. A completar o quadro havia uma cestinha em vime com pão da região. Adorei aquele sítio assim que passei a porta e sempre o hei-de recordar com um misto de saudade e de mágoa, por tudo o que lá se passou. O empregado, assim que nos viu entrar, veio logo receber-nos, sempre muito simpático e atencioso. Abílio afinal tinha reservado mesa… para dez pessoas! Como os outros ainda não tinham chegado fomo-nos sentando, e aproveitámos para bebericar um aperitivo.

“Que tal? O que é que achaste?”

“É pá, este sítio é um espanto. Juro-te que não estava nada à espera.”

“Eu bem te disse que ias gostar.”

“Mas ouve lá, que história é essa de teres reservado uma mesa para dez pessoas? Estás cansado de saber que não gosto nada de grandes confusões!”

“Não te preocupes. Este é o grupo de pessoal com quem costumo sair.”

“Hum, não sei se me convences.”

Entretanto, estava eu embalado para lhe continuar a ralhar as minhas dúvidas, fui interrompido por um grupo de malta que entrou. Eram os amigos do Abílio. De entre eles houve alguém que me chamou imediatamente a atenção.

Hoje estou: Inspirado
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publicado por Jv às 09:02
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Sábado, 24 de Março de 2007

Amigos

É bom ter amigos. Mas tenho a plena consciência que quanto mais avançamos no tempo, quanto mais avançamos no fundo deste século XXI, menos amigos há, menos pessoas dispostas a serem amigas existe.

 

Digo isto porque temos a tendência de necessitar de amigos, mais do que nunca, pois o ser humano tende a isolar-se cada vez mais.

 

Passamos montes de tempo agarrado ao PC ou à PS2, ou ao jornal, TV, telemóvel e ao emprego (a nossa 2.ª casa) e esquecemo-nos de estarmos agarrados ao que de mais valioso podemos ter: vida e amigos.

 

Todos temos ou já tivemos amigos. Podem não ser suficientes para encher uma mão ou podem ser uma mão cheia.

 

Todos já tivemos ou temos amigos que se riem por tudo e por nada… e quando pensamos que já não podem rir mais, descobrimos que se dissermos um fruto qualquer eles vão rir até fartar (experimentem dizer ‘Laranjas’ e verão).

 

Amigos que são melancólicos e que parecem estar com um pé no suicídio. Amigos que são completamente abstraídos aos problemas e andam sempre bem dispostos e alegres. Amigos que andam sempre vestidos à vanguarda e a ouvir música da ‘Nova era’.

 

Amigos que são loucos por futebol. Amigos que são loucos por cerveja. Amigos que nos marcam.

 

Amigos que nos fazem por as mãos em cima do tablier do carro, em plena rotunda da Praça de Espanha (grande Agente Carinhas). Amigos que a meio de uma conversa completamente calma e normal, entram pelo vidro da porta do carro e nos apertam o pescoço a gritar “dá cá a carteira, c*****o!”, mas que depois revelam que foi uma grande brincadeira (hi, hi, hi, S_4_K). Amigos que nos fazem andar perdidos à procura de um restaurante (eu).

 

Amigos que nos fazem passar uma grande vergonha porque estão podres de bêbados. Amigos que ao fazer uma manobra com o carro o metem por uma vala (e o que valeu foi eu ter saído do carro, senão tinha virado mesmo, não era?). Amigos que nos ouvem rir a bandeiras despregadas em pleno ‘ranger’ da antiga Feira Popular (aquilo girava e girava, mas só me dava vontade de rir…)

 

Amigos que me viram gozar com o pessoal da casa assombrada, pois só me dava para rir na cara deles (grande sangria!). Amigos que tenho visto serem bem sucedidos. Amigos a quem tenho dado grande ajuda.

 

Amigos que vão aos momentos mais marcantes da nossa vida. Amigos que estão connosco nos momentos bons e menos bons. Amigos que nunca nos abandonam, mesmo longe do olhar mas sempre perto do coração.

 

Enfim, amigos para toda uma vida.

Hoje estou: errrr... Fim de semana?
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publicado por Jv às 09:00
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