Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

Maldizer...

Sempre que alguém tem uma ideia, avança com ela e tem algum bem-estar ou sucesso, tem de se levantar alguém para criticar, mal-dizer, deitar abaixo e até tentar destruir.


Eu quase que me apetece dizer que o Ser humano, em nada herdou o poder criativo de Deus, mas sim desenvolveu um poder destrutivo, ora vejam:


- Andamos à séculos a destruir o Planeta, as espécies de animais, plantas e recursos energéticos...


- Andamos à milénios em guerras, batalhas, lutas, destruição, tudo com o objectivo de aniquilar o próximo, ou o mais distante...


- Andamos à que tempos a estragar o nosso corpo, pois hoje temos jovens de 30 anos com sintomas que geralmente aparecem apenas na 3.ª idade...


- Praticamente já não há rios onde possamos nadar sem o perigo de contaminação


- Praticamente, não há distribuição de água canalizada que não esteja com má qualidade, mais não seja pelo crescente aumento da venda de filtros, descontaminadores, purificadores de água...


- Qualquer dia, acaba de vez a camada do Ozono... e existem muitas pessoas que pensavam que a 'malandra' e 'nefasta' camada do Ozono já tivesse acabado...


- A desinformação leva a que se cometam cada vez mais, atrocidades. Apesar de vivermos numa era da aldeia global, da globalização da informação e da viagem rápida da mesma, existe cada vez mais pessoas desinformadas...


- Se alguém decide publicar uns textos, ou criar um blogg, etc., levanta-se logo alguém para criticar, maldizer... não é o meu caso (ainda), mas certamente não faltará oportunidade.


Leio alguns blogg's por hábito diário e custa-me ver que existem sempre pessoas que perdem tempo a dizer mal do que lêem e do que os outros escrevem... com que direito? É a liberdade de expressão? É a liberdade de opinião que nos faz ver quase tudo como nocivo à nossa retina e subliminar inteligência?


Ou será que temos a necessidade de descarregar, de ofender, de gritar, de dizer o que nos vai no esófago ou na laringe só porque no nosso dia-a-dia não o podemos fazer?


É aí que se apresenta e se verifica a pequenez do ser humano: Frágil, pequeno, mesquinho, vil, distorcido e maquiavélico. Mas apesar disto, em cada um de nós, todos, sem excepção, existem um pouco de bem. E porque não prevalecer nesse bem? E porque não lutar por emergir esse bem?


Para que esse bem possa emergir, temos de lhe tirar a âncora da vergonha e do orgulho, para que possamos navegar no melhor de cada um de nós, nesta vida tão dura, mas óptima de se viver.


Quando nos apercebemos

Apertando-nos o coração,

O quanto somos pequenos

Nos limites da imaginação.

 

Na tentativa de encontrar

Alguém, algo, mais pequeno,

Procurando tudo e todos enganar,

Nos limites do veneno.

 

E eis que enfim, aparece,

Algo pequeno, simples, feliz, único,

Enterrando-nos nela, fazemos uma prece,

Nesta areia de um templo rúnico.

 

Oh, areia do porvir infinito

O quanto alegras nossos pés descalços,

Encontramos a saída deste labirinto,

E descansamos destes percalços.

 

Mas, eis que de súbito pensamos,

Que somos mais pequenos,

(E não nos enganamos)

que a areia, nos apercebemos.

 

A areia é livre, linda, infinita,

E não triste, aborrecida e mortal.

Essa vida é por nós assumida,

E a primeira, é fenomenal.

 

Grão de areia - Rbobson

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publicado por Jv às 09:00
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