Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

O sublime das palavras

Este post tem o intuito de nos lembrar coisas, que geralmente só nos apercebemos quando somos atingidos, negativamente.

 

Existem palavras, que ditas de uma certa forma e com um certo intuito, parecem sublimes, parecem brilhantes e até acertadas. Mas se as analizarmos a frio, verificamos que são vazias, sem sentido, injustas e falsas.

 

Palavras vãs que ecoam no vazio e no escuro, que vêm do mais amargo e sujo possível, com o intuito de nos dizer algo. Palavras frias (embora muitas são cobertas de sublimes elogios), ríspidas, que só nos afligem, quando nos prejudicam.

 

É como uma bomba de rebentamento tardio. Um engenho explosivo, que estoira, mas de forma retardada, preparado só para os momentos mais complicados.

 

Por vezes, a inveja toma conta dessas palavras. E aí, até o elogio é falso, amargo e custoso de receber.

 

Outras vezes é o ciúme que toma conta dessas palavras. E aí, até o amor é falso, amargoso e perigoso.

 

Outras vezes é o egocentrismo. Pensam que são o centro do Universo, que tudo gira à sua volta. As palavras que dirigem, são viradas para eles mesmos, em código, de forma que quem as fala, sente-as como elogio e engrandecimento e quem as ouve, sente-as como crítica, mágoa e ofensa.

 

Ainda há a falsidade. Nada do que falam é verdade. Nada do que falam tem valor. São palavras que soam como o metal a bater em si próprio.

Também há os interesseiros. Tudo o que falam, tem segundo sentido e segundo objectivo.

 

E tudo isto com palavras. Já se dizia que a 'pena (caneta) é mais poderosa do que a espada'. De facto, mais depressa se destroi alguém escrevendo e falando, do que própriamente espetando uma espada na barriga, dando um tiro no peito, ou degolando a cabeça.

 

Mas por outro lado, as palavras podem fazer alguém sair da pobreza, da doença, da adversidade, da circunstância, do problema. Podem fazer alguém sair da depressão. Podem fazer subir a auto-estima e a confiança. Podem fazer com que alguém, verdadeiramente, se motive e acredite em si mesmo.

 

Pergunto: o que é mais difícil: Motivar e ajudar, ou destruir e eliminar?

Porque será que optamos sempre pelo mal, quando podemos e devemos de optar pelo bem?

 

Porque não contrariar a nossa própria conduta? Porque não contrariar a nossa própria natureza?

 

Porque não?

 

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publicado por Jv às 17:43
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