Segunda-feira, 26 de Março de 2007

Palavras...

Alguém, de muito sábio que tinha, disse certa vez que a ‘pena era mais forte que a espada’. De facto sou obrigado a dar-lhe razão.

 

Sejam escritas ou faladas, as Palavras, são agridoces, ambíguas, amigas ou inimigas, desejadas ou indesejadas, saudosas ou atormentadoras, prevalecedoras ou fugazes.

 

Palavras são formas de carinho ou de ódio, de transmitir ou de reprimir, de informar ou de enganar, de enriquecer ou de entristecer, de enaltecer ou de esquecer.

 

Fazem-nos nos Jornais, na TV, no Rádio, nas revistas. Depois existe outra categoria que o faz nas carteiras de escola, nas paredes, em cartazes, ‘graffitis’, através de urina nos cantos e ainda arrastando os móveis às 3h da matina…

Por fim, temos os ‘boatos’, a murmuração, o ‘diz-que-disse’, o ‘morder por trás’…

 

Muitos dos que escrevem a sua opinião, que respeitamos, são pessoas que se barricam nas palavras que escrevem ou falam. É o ‘poder’ deles. O Super – Homem voava, o Homem Aranha andava pelas paredes, o Darth Vader tinha ataques acérrimos de asma e essas pessoas escrevem e falam.

 

Muitos de nós, só conhecemos o poder das Palavras através de um afluente chamado ‘boato’, que é igualmente poderoso, mas que geralmente tem pouca força para andar e é de pouca duração. Contudo o ‘boato’, esse grande símbolo da covardia, pode provocar grandes estragos e efeitos permanentes.

 

A solução, por mais estranha que seja, é nunca contradizer ou desmentir de forma veemente, ou deixar-nos-emos invalidar por ele. Deixe correr o boato, que a seu tempo será desfeito pela realidade, pela verdade. A vida, é uma maratona e não um sprint de 100 metros…

 

Outra forma de vermos o poder das Palavras é a força, a tenacidade e a irreverência com que alguns falam da vida dos outros e depois quando confrontados com a realidade, transformam-se em tigres de papel, em palavrinhas sem significado (é o que eles esperam), vocábulos espalhados ao vento.

 

Falo-vos disto pelo simples facto de estar aqui a escrever este post neste blog. Sinto-me poderoso! Mas assim que fizer ‘logout’, voltarei ao normal e a ser aquilo que ainda só alguns conhecem. Falo-vos disto, porque pretendo que este blog possa ser um ponto de referência e uma forma de alívio mental, para quem lê. Falo-vos disto, porque são situações que todos passamos, uns agora, outros já passaram outros lá mais no futuro, em que nos sentimos como uma bola medicinal (pesada a todos), nos pés de quem não sabe jogar à bola.

 

Palavras são alívios verbais de quem, por inerência das circunstâncias se vê constantemente abocanhado pelos ‘cães’ da vida que só têm o propósito de nos ferir e de nos atemorizar.

 

Palavras também podem ser sentimentos e sensações que brotam em nós como bolhinhas de gasosa.

 

Palavras, podem ser também, facas afiadas apontadas ao coração de alguém, carregadinhas de ódio e sentimentalismo.

 

Palavras são certamente, remédio, bálsamo e medula para quem já está ferido ou necessitado.

 

O Falar é de prata, mas o silêncio é de ouro!

Hoje estou: Upa, upa!
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publicado por Jv às 09:00
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